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Jonas Demeneghi

Delírio

Jonas Demeneghi

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1)as nuvens são bancos de areia
Formadas pela maré do céu
Onde um avião insiste em navegar
Para quem vive aqui embaixo
Olhando tudo como de cima
Os raios de sol são as ondas do mar
/:longe do litoral e também tão longe do céu
Só é possível voar em barquinhos de papel :

2)talvez isso seja um delírio
Mas me deixa delirar
Foram os sãos que perderam esse mundo
Na rua escura e vazia
Insetos fazem sinfonia
Indiferentes à lua num sono profundo
/:quando o sol acordar, encontrará você dormindo
E na janela do seu quarto virá espiar sorrindo:

3)quem ensinou a cantar a essas aves do céu? será que foi o mesmo que ritmou os pingos da chuva?
O vento toca flauta em algum lugar
Numa harmonia desarmoniosa
Só quem não teme os fantasmas pode aplaudir
/:assim que o dia raiar, um cheiro de verde invadirá a manhã
E o orvalho evaporará como as lembranças em um divã:
Beba seu tempo devagar: pois outro igual não surgirá!

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