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João Vilarim

Canoeiro do Tietê

João Vilarim

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Canoeiro do Tietê, andando fazendo léguas
Quero ver se eu entendo bem companheiro, acabaram as quedas ?
Navegando além do tempo com alento, rede e peixe bom
Selva esticou-se além do vento, os sentimentos pedem oração
Uma estrada só de ida, hoje asfalto não mais chão
Tua veemência não desliga tal qual minha solidão
Já perdi minha canoa, fragmento de emoção
Hoje dói dentro do peito ver tamanha ingratidão
Foi julgada a esperança : - Envenenada geração !
Trás consigo uma história de total devastação
Ver um barco de espumas, hoje jaz a cor do céu
Trago de ti boas lembranças, eu já fiz o meu papel
Vai descendo o rio do pranto naufragado bem querer
Lá se foi bom canoeiro, lá se foi o Tietê

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