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Homem sem coragem

João de Almeida Neto

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Eu fui no cavalo preto de acordo com a noite escura
Um pingo solto de pata que era uma formosura
Se acaso eu e meu mano fizesse alguma loucura
Que botasse a vida em jogo os pingos soltavam fogo
Do rompão das ferraduras

Meu irmão dançou com a loira e eu dancei com a morena
Sai no ouvido dela chorando que dava pena
Meu irmão também com a outra repetia a mesma cena
Nos os quatro agarradinho parecia dois barquinhos
Quando as águas são serenas

E eu disse pra minha mãe a senhora tem visita
De hoje em diante mamãe estas duas senhoritas
Lhe obedecem como sogra a terezinha e a rita
Desculpe a nossa bobagem f que homem feio e sem coragem
Não possui mulher bonita

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