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Gaiteiros de Lisboa

Avejão

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No império das aves raras
Quem não tem penas é rei
Entre pegas e araras
Os patos bravos são lei

A terra dos patos bravos
Parece mais um vespeiro
Andam todos à bicada
Para chegar ao poleiro

Por sobre a terra
Por sobre o mar
O grande irmão zela por nós
A sua sombra
É protetora
Já vem dos egrégios avós

Na terra dos papagaios
Quem não tem poleiro é pato
Andam todos á bicada
Só pra ficar no retrato

No reino das trepadoras
O papagaio é senhor
Mesmo até sem saber ler
Qualquer papagaio é doutor

Por sobre a terra
Por sobre o mar
O grande irmão zela por nós
A sua sombra
É protetora
Já vem dos egrégios avós

Voar mais alto que os os outros
Esse era o sonho do galo
Roubar as asas ao pégaso
E voar como um cavalo

Mas o galo de ser galo
É ter o chão junto à barriga
Para alcançar ao poleiro
Tem que usar de muita intriga

Por sobre a terra
Por sobre o mar
O grande irmão zela por nós
A sua sombra
É protetora
Já vem dos egrégios avós

Por sobre a terra
Por sobre o mar
O grande irmão zela por nós
A sua sombra
É protetora
Já vem dos egrégios avós

No reino dos voadores
Impera a grande anarquia
E a barata voadora
Já tem lugar de chefia

A passarada oprimida
Só deseja que isto mude
Mas as aves de rapina
Cada vez têm mais saúde

Por sobre a terra
Por sobre o mar
O grande irmão zela por nós
A sua sombra
É protetora
Já vem dos egrégios avós

Por sobre a terra
Por sobre o mar
O grande irmão zela por nós

As forças em parada desfilam junto à tribuna de honra
Que é composta por cinquenta poleiros
Onde estão pousados os representantes
Das principais espécies ornitológicas
Democraticamente alinhados pela marcha à avejão
Desfilam neste momento
O esquadrão falcão e o esquadrão abutre
Garantes da paz, da morte
Da segurança e da liberdade
A sua passagem por marcha à avejão
Era pra cima de seu poleiro
Estendendo a asa direita
Em saúde às tropas, em sinal de respeito e gratidão


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