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Cândida Branca Flor

Gira Discos

Cândida Branca Flor

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No teu gira-discos
Discos a girar,
Discos são petiscos
que tu queres provar

Fechas-te na sala,
Quase sem sair,
Quando alguém te fala
nem tentas ouvir
Vinha a vizinhança,
Ninguém, consegue agora dormir.

Queixa-se o vizinho,
Ralham os teus pais:
"Isso mais baixinho,
que sons infernais."

Nada te amedronta,
Achas divertido;
E fazes de conta
que estás distraído;
Tens um gira discos,
É giro, todo aquele alarido.

Gira, o disco, gira
Vira, o disco, vira
Toca o mesmo, já é mania
E por cada espira
há gente que suspira,
"Quando é que essa coisa tem uma avaria?"

Tremem candeeiros,
Mexem os sofás,
Andam os cinzeiros
p'rá frente e p'ra trás.

Gira o gira-discos,
ficas a escutar,
Nem raios e coriscos
o vão desligar
No teu gira-discos,
Agora, há sempre um disco a girar.

Gira, o disco, gira
Vira, o disco, vira
Toca o mesmo, já é mania
E por cada espira
há gente que suspira,
"Quando é que essa coisa tem uma avaria?"

Tremem candeeiros,
Mexem os sofás,
Andam os cinzeiros
p'rá frente e p'ra trás.

Gira o gira-discos,
ficas a escutar,
Nem raios e coriscos
o vão desligar
No teu gira-discos,
Agora, há sempre um disco a girar,
há sempre um disco a girar,
há sempre um disco a girar,
(gira-discos, gira-discos)
Gira-discos, gira-discos
Gira-discos, gira-discos
Gira-discos!


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