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Aldo Custo

Tempo

Aldo Custo

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Tem coisas que o tempo não encerra
Coisas de amor, palavras austeras
Mulheres no parto, soldado na guerra.
Mulheres no parto, saldao na guerra

Os Edifícios e os automóveis
A Estação do trem, do trem que vem
Fuligem, ferrugem os comem também.
Fuligem, ferrugem os comem também

Qualquer dias desses, vou encontrar o meu bem
E a essência da vida eu vou lhe mostrar
E tocar as notas do meu violão
E cantar versos do meu coração

Tem coisa que tempo, me alimenta
Coisas da vida e a vida é pequena
Estórias tão velhas do meu velho avó
Estórias tão velhas do meu velho avô

E as montanhas e os oceanos
Estão numa bola, essa bola é de "alguém"
Os anos e o tempo são pequenos meu bem
Os anos e o tempo são pequenos meu bem

Sem eira nem beira, eu me levando
Os ares do mundo, eu vou aspirando
E penso e pergunto até quando?
E penso e pergunto até quando?


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